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Transporte de assimilados

       Com o passar dos anos e com a evolução das plantas para os ambientes terrestres, foi necessário o surgimento de mecanismos que proporcionassem condições de adaptação para estes organismos. Com essas mudanças, passaram a ter necessidade de obter e reter água para o seu desenvolvimento, ocorrendo o aparecimento de duas estruturas: raízes e folhas. As raízes são responsáveis por absorver água e nutrientes do solo, além de fazer a fixação da planta no ambiente terrestre, enquanto as folhas têm a função de absorver luz e realizar as trocas gasosas.

        Com o crescimento das plantas, estas estruturas ficaram consideravelmente distantes uma da outra, levando ao aparecimento de um sistema de conexão entre elas. Esse sistema ficou conhecido como sistema vascular e é formado por xilema e floema, os quais permitem a troca entre os compostos de absorção das raízes e de assimilação da folha, respectivamente. Dessa forma, o xilema é responsável por realizar o transporte de água e íons e o floema faz o transporte dos produtos da fotossíntese, da fonte para o dreno, e também redistribui água e outros compostos ao longo do corpo da planta (Taiz & Zeiger, 2013).

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            Elementos do xilema suportam um fluxo de massa para cima de seiva contendo mineral impulsionado pela perda por evaporação de água de órgãos aéreos, reduzindo a pressão em suas paredes celulares. Por contraste, as diferenças de pressões geradas osmoticamente movem os produtos da fotossíntese e os nutrientes inorgânicos (assimilados) por fluxo de massa de folhas para partes não fotossintetizantes pelo floema. A maioria dos assimilados são entregues pelo floema para os drenos, e estes órgãos têm baixas taxas de transpiração e, portanto importação pelo xilema (Lalonde et al., 2003) É através dessa comunicação que a água e os nutrientes minerais absorvidos pelas raízes ou os nutrientes orgânicos procedentes da fotossíntese percorrem toda a planta, suprindo as demandas em locais muito diferentes daqueles de origem.

            Limitações à produtividade vegetal podem depender tanto da taxa de fixação do carbono, quanto da distribuição e utilização dos carboidratos para órgãos e/ou tecidos não fotossintéticos, sendo relacionado com a capacidade de exportar e importar fotoassimilados, os órgãos vegetativos envolvidos nessa translocação são classificados em fonte e dreno e o principal mecanismo envolvido no transporte de solutos orgânicos está baseado na teoria do fluxo em massa ou de pressão. Desta maneira, para que ocorra a translocação de solutos na planta é necessário um sistema de comunicação, o qual deve interligar a planta do ápice da parte aérea até o ápice das raízes, para que os fotoassimilados sejam exportados para as partes da planta que não fazem fotossíntese.

             Dessa forma, os mecanismos envolvidos no transporte de assimilados no xilema e floema são essenciais para o desenvolvimento das plantas e sua melhor produtividade, o mau funcionamento ou bloqueio destes mecanismos causa sérios prejuízos para a produção agrícola e sobrevivência das plantas em geral.

Veja também:

Sistema Vascular

Referências:

LALONDE S, M. TEGEDER, M. THRONE-HOLST, W. B. FROMMER & J. W. Patrick. Phloem loading and unloading of sugars and amino acids. Plant, Cell and Environment.37–56. 2003.